Levantando o tapete dos governadores tucanos
Os governadores tucanos pelo Brasil afora são cinco:
1) O governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), que acabou de ser
denunciado pelo Procurador Geral da República pelos crimes de formação
de quadrilha, peculato e corrupção passiva. A denúncia foi entregue ao
Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 12 de maio de 2008 e se
refere às investigações da Operação Navalha da Polícia Federal, que se
envolve com o empresário Zuleido Veras, dono da Gautama. Mais sete
alagoanos, entre eles assessores e ex-secretários dos governos de
Vilela e de Ronaldo Lessa também foram denunciados.
2) Por quatro votos a três, o TRE-PB (Tribunal Regional Eleitoral) da
Paraíba decidiu cassar o mandato do governador Cássio Cunha Lima
(PSDB) por suposta irregularidade na campanha eleitoral de 2006. Nesse
processo, Cunha Lima é acusado de usar o jornal estatal "A União" para
fazer promoção pessoal antes e durante a campanha de 2006.
3) O Governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, que substituiu
Ottomar Pinto (PSDB) que morreu em dezembro de 2007, está envolvido
até o último fio de cabelo com a resistência contra a demarcação das
terras indígenas naquele Estado.
4) O reino da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius (PSDB), é
outro que exala cheiro de podre.
Garantindo estar falando em nome do vice-governador Paulo Feijó (DEM),
Ênio Bacci informou que Lair Ferst foi arrecadador de recursos no
segundo turno da campanha de Yeda Crusius. “O vice-governador me
autorizou a dizer isso”, disse o ex-secretário da Segurança. “Ele
acompanhou a campanha e me disse que está disposto a vir a CPI para
contar o que sabe”. Lembrem-se de que parte da recente compra da casa
de Yeda Crucius foi paga com um cheque de Lair Ferst. E não se
esqueçam de que o Ministério Público recém denunciou 44 agentes do
governo Yeda Crucius por terem desviado mais de R$44 milhões dos
cofres públicos por meio do DETRAN daquele Estado.
5) E, finalmente, o governo de São Paulo, do governador José Serra
(PSDB), está em maus lençóis com a descoberta das propinas milionárias
pagas pela empresa ALSTOM a políticos do PSDB durante os últimos 13,5
anos em que este partido vem governando o Estado, sendo que somente em
sua curta gestão de menos de 1 ano e meio, José Serra já prorrogou a
vigência de quatro dos contratos firmados com a Alston durante esses
anos. Promotores do Ministério Público da Suíça e da França investigam
denúncia de pagamento de propina de US$ 6,8 milhões feito por
funcionários da Alstom para ganhar um contrato de US$ 45 milhões para
ampliação do metrô de São Paulo. Há suspeita também de suborno no
setor elétrico, no qual Sidnei Colombo Martini, um dos ex-diretores da
Alstom foi contratado pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para a
presidência da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista
(CTEEP), então controlada pelo governo estadual. Desde então, a CTEEP
celebrou 47 contratos com a Alstom, no valor de pelo menos R$ 333
milhões, sendo que mesmo a CETEEP tendo sido privatizada pelo PSDB de
São Paulo, o ex-diretor da Alstom continua lá, como Presidente.
Sobre Educação no Estado de São Paulo governado há 13,5 anos pelo
PSDB, é triste, muito triste, mas é verdade: numa escala de notas que
vai de 0 a 10, o sistema estadual de ensino escolar recebeu nota 2,54
para o ensino fundamental e 1,41 para o ensino médio. Não obstante
isso, Serra diz que o Estado de São Paulo não tem dinheiro para
contratar professores de Sociologia, Psicologia e Filosofia, mas, com
a maior cara de pau, promete que a educação do povo paulista vai
melhorar daqui a 22 anos, isto é, a partir do ano de 2030. É mole?